De bem de novo com Saramago e as visitas culturais, sem excessos de comida ou de compras no El Corte Inglés, a viajante foi hoje ao Museu Calouste Gulbenkian e, assim como seu mestre, gostou muito, quer dizer, não sabe se ele gostou muito, porque só se referiu ao museu em três linhas na página 373, do "Viagem a Portugal".
Mas é suficiente, porque o museu não se dá ares de grandeza, na coleção permanente. São as obras que o dono, com este estranhíssimo nome armênio juntou ao longo de sua vida, homem rico, bon vivant à Paris, mas que depois veio para Lisboa, onde morreu e aqui deixou seus dinheiros.
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| Jardins do museu |
O museu é rápido de se ver e intimista, vê-se logo que o dono tem ali seu espírito, na tapeçaria persa e turca, no mobiliário Luis XV, nas coleções de louças persas, chinesas, objetos do Oriente Médio, do Egito e da Grécia.
E as pinturas também mostram que Calouste era um apreciador da boa arte, há Renascimento, com dois ou três holandeses, impressionismo com Claude Monet, Renoir, Degas, Edourd Manet, venezianos, ingleses. Nesse quesito é bem servido.
Nas esculturas também, um Rodin, além de uma belíssima Diana, em mármore branco, de Houdon. E há uma sala de joalheria René Lalique. E sem falar nas iluminuras, quase um tributo a Orhan Pamuk, "Meu nome é Vermelho."
Como se não bastasse tudo isso, o museu fica dentro de um parque belíssimo, muito bem cuidado. E há exposições temporárias, concertos, enfim, toda uma atividade cultural permanente. Dá pra saber mais aqui.
Outros museus - Do Berardo, em Belém, a viajante já falou e de outros museus de igrejas também. Ficou faltando o museu da Igreja de São Roque, aqui no Bairro Alto. É uma coleção sacra riquíssima e se Saramago criticou o luxo, "desnecessário para se falar com o Altíssimo", essa uma fica tocada. Acha que é o contrário: a beleza e a magnificência para Deus dizem da nossa insignificância. Mas isso são questões de opinião que criam amuos entre a viajante e Saramago.
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| Uma das capelas da Igreja de S. Roque, que tem museu anexo |




Esse jardim, ao olhar transmite uma calma! Imagina nele vc deve ter saído dai trunquila, trunquila rsrs ( tranqüila).
ResponderExcluirNas louças não te deu vontade não? Tipo eu quero?!rs ah e é claro as JÓIAS!
Esqueci de falar da capela; se a capela é assim,imagino a igreja!
ResponderExcluirSugestão de um amigo que passou uma temporada em Lisboa. Não deixe de comer no Eleven. Já que o roteiro é antes de tudo gastronômico esse é parada obrigatória!!!'bjo
ResponderExcluiruai, naiara, quem foi esse magnata que te sugeriu o Eleven? O nível é do tipo do Fasano, de São Paulo, pq o do Rio anda meio caído. Ainda não tô rasgando euros, mesmo porque não tem (raraaaaa).
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