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| Budapeste sob a neblina |
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| Budapeste com sol |
E de repente Budapeste não é mais impressionista, mas realista, porque seu clima câmbia da noite para o meio dia e sai um sol e um céu azul de morrer.
Então vai-se para o Parlamento e é aquele deslumbramento de matar de inveja os colegas da Assembleia da viajante, porque têm de trabalhar naquele prédio assim assim, e o daqui é luxo só, porque quem gosta de miséria é intelectual, dizia Joãozinho Trinta.
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| Parlamento à noite, fachada vista do Danúbio |
E tem a sala da Coroa Sagrada, cuja não é possível entender direito, ainda que a guia repita mil vezes que é ela, coroa, que manda no país, no povo, no rei se esse houvera, mas é primeiro-ministro e manda nesse também. A coroa tem mil anos e manda assim até hoje, imagina quando era criança birrenta e adolescente rebelde!
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| E ali embaixo é o local de trabalho das excelências |
Mas o Parlamento, com toda sua magnificência, está na mira do governo, que quer reduzir o número de parlamentares dos atuais 386 para menos, não se sabe quantos, porque eles dão muita despesa, assim é mundo afora. Os parlamentares são muitos, considera o governo, porque o país só tem 10 milhões de pessoas, fazer o quê todos os 386 para tão poucas gentes? E ainda ganham seis vezes mais do que quem ganha o salário mínimo, 120 mil florins, e 720 mil as excelências, o povo húngaro não conhece o Brasil.
Mercado e São Estêvão - Depois é fazer a maratona para conhecer o mercado, muito interessante como o são os mercados mundo afora, mas este é todo de metal, do Eiffel, já se disse. E conhecer a Basílica de Santo Estêvão, a maior e mais importante do país, mas ao invés de começar a visita pelas vantagens dos húgaros, uma aloprada guia começa pela Virgem de Czestochowa, da Polônia, aquela negra, não de cor, mas pelo material onde foi desenhada por São Lucas, e a mulher disse que foi São João, preferida de João Paulo II, vá-se entender os critérios de una, a viajante perde a paciência e desgarra-se.
Depois vai ao prédio da ópera, assunta aqui e ali e fica na entrada, para não ter de pagar.
E volta ao Castelo Distrital, onde estivera no dia anterior, debaixo de garoa e neblina e maravilha-se com a paisagem de Buda, lindamente encarapitada em suas colinas, com suas histórias de bispos Gerardos atirados em barris do alto do morro, na parte mais alta; a Cidadela, onde a polícia tinha umas muralhas, século XIX, que aqui nada é antigo, apesar das origens lá pelos anos 800 da Era Cristã.
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| O Café mais bonito do mundo |
E vale mais uma vista d'olhos no Danúbio à noite e nos castelos e imaginações iluminados, que amanhã é outro dia de sonhos.




