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| Beira do canal, Amsterdã |
Definitivamente Amsterdã é o lugar, já ia dizer é o cara, mas não é gente. Para dizer a verdade, chega quase a ser, depois das 6 da tarde, quando explode de pessoas nas ruas, fazendo de tudo e um pouco mais.
O dia começou frio e com chuva o que intensificou a impressão de frieza da cidade, passada no dia anterior, já disse porque. Mas que sabe a viajante dessa terra tão estranha, apesar do curso superintensivo dado pelos guias? Que começou a ser construída em 1.200 e ainda tem umas torres que são das muralhas originais que cercavam a cidade, mas com uma intervenção aqui, outra ali.
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| Volendam |
Se forem perguntar, no duro, no duro, vai dar para lembrar que é a cidade da água e das bicicletas. Isso é martelado na cabeça da viajante durante um dia inteiro, enquanto se caminha ali pela feira das flores, pelo moinho onde o Rembrandt pintava, e, mais tarde, por um passeio pelos canais.
Claro que a comparação com Veneza é inevitável, não é à-toa que Amsterdã é conhecida como a Veneza do Norte. Há um milhão de informações sobre como os holandeses drenaram os canais, domaram o mar, tudo porque seu território de terras é pequenino, pequenino. Mas eles souberam aproveitar. A cidade é uma teteia.
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| Passeio nos canais |
Bairro vermelho- A passagem fulminante pelo bairro vermelho, isso mesmo, aquele onde as "meninas" ficam na vitrine, à espera do freguês, é frustrante. Não se pode parar, há poucas janelas abertas e não se vê nada daquilo que mostravam nos filmes antigamente. Só umas coitadas com caras de tédio ou travesti, com uns biquinis de lantejoulas, nem langerie. Mais uma vez, um rapaz arrancava aplausos, ao imitá-las em um bar próximo, expondo-se de cueca branca na vitrine, fazendo poses, com uma peruca prata. Realmente é a cidade das liberdades amplas e a impressão é de que todos se encontram, ou se perdem, aqui.
Volendam e Marken - Agora viajar no tempo e na vida real dos holandeses é fazer um passeio a duas aldeias muito perto de Amsterdã, Volendam e Marken. A primeira católica e a segunda protestante. A primeira aberta, alegre, florida, a segunda fechada, casas mais escuras.
Aí sim se encontram as casas típicas dos holandeses, parecendo casinhas de boneca, cheias de cortininhas de renda, de minúsculos jardins, intensamente floridos, anões, duendes e abóboras para afastar os espíritos maus que chegam com o inverno. É uma delícia.
E como eles são educados, alegres, agradáveis! Também há toda aquela tralha para vender, não dá para ficar de cara amarrada.
E mais histórias sobre as construções dos diques, de como as terras estão abaixo do nível do mar, das inundações do mar do Norte e do Sul e como um deles, a viajante não lembra mais qual, virou um lago de água doce, de tanto a água ser mudada dos canais para lá, coisas do tipo.
À tarde fez um big sol, mas sem calor, e o dia ficou lindo, ótimo para ver as vacas, as cabras e o verde a perder de vista dos campos. E voltar à tardinha e anoitecer, ver a cidade explodir de alegria, juventude, cerveja, maconha, porque hoje é sábado. E ainda ter tempo de tomar uma cerveja no Hotel Victória e ser servida por uma portuguesa, pá.


