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| As cores do outuno às margens do Reno |
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| O passeio pelo Reno e seus castelos e vilas |
Amanhã começa a Feira de Livros de Frankfurt, Alemanha, a maior do mundo, por isso, os hotéis ao redor do local podem cobrar até 1.500 euros de diária.
Mas amanhã a viajante já terá saído da cidade, então não corre o risco de gastar essa fortuna numa simples diária no Movenpick, e nem que continuasse aqui, nunca que pagaria tal preciosidade, primeiro porque não tem, segundo porque viaja sempre de forma econômica, às vezes por agências e a de agora não é doida.
Então Frankfurt é isso, o centro da riqueza da Europa, aqui está a sede do Banco Europeu, um prédio magrelo, de vidro, comprido que só. Aqui está o maior centro de feiras do mundo. Toda gente já ouviu falar de alguma: feira de livro, feira de propaganda, feira de automóveis, feira de máquinas gráficas e tal.
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| A Praça Romer |
É uma cidade que tinha uma história medieval, mas com a II Guerra perdeu 75% de seus monumentos, ruas e casas com os bombardeios, então não tem aquele charme das demais cidades europeias, com suas “plazas mayor”, que em Amsterdã, essa uma esqueceu de contar ontem, que é a Praça Dan.
Aqui, os moradores, muito dos revoltosos com a destruição, reconstruíram uma praça, com sangue, suor e lágrimas, aquela que era a cara deles, em 1945, o ano não é exatamente esse, apenas jeito de dizer. E fizeram a Praça Rommer, igualzinha era antes.
É bonito isso. E é bonito o lugar. Como a viajante arrumou umas companheiras baianas, sentaram-se numa esplanada e tomaram uma cerveja grande, ao lado de uma simpática senhora de Hannover, com quem a comunicação foi fácil. Simpatia e sorrisos abrem portas que muitas línguas não o fazem, reflete a viajante, adotando já o lema de Isolda, uma das baianas. A outra, Leda, é mais viajada que mala de jogador de futebol durante os campeonatos brasileiros. Por isso não se aperreia. Mas como se ia dizendo, a simpática de Hannover ensinou algumas palavras de alemão, como o até logo deles, “ô trem difícil”, exclama essa uma mineira.
Rio Reno - Com isso soube-se, é dedução lógica, que a viajante já está na Alemanha e aqui é assim, o dia começa logo nublado, feio, chuvoso e depois abre sol, o que é muito bom para o passeio pelo rio Reno, de Boppard até Saint Goar. Uma belezurice!
Aquele rio espraiado, cheio de aldeias nas margens, as cores de outuno explodindo em todos os tons de verdes e de amarelos e um início tímido de castanho avermelhado. E castelos e mais castelos pendurados nas grimpas. E até uma sereia chamada Loreley, pois a região é a terra dos contos infantis (os Irmãos Grimm). Mas o monte também se chama Loreley, para não ficar parecendo que os alemães não levam a vida a sério, só nas lendas e nas cervejas e nas salsichas.
E as salsichas, há que se experimentar. Como já disse a viajante aqui, descobertas são também as comidas, o que levou muita gente a pensar que essa é uma viagem gastronômica, o que não é verdade. Quem está acompanhando sabe que é uma viagem de descobertas, não é à-toa a definição do blog, pelas palavras de Saramago e seu livro Viagem a Portugal.
Mas as salsichas, tem branquinha, preta apimentada, torradinha. Sempre com batatas. E é mesmo uma delícia, mas essa uma tem familiares ligados a alemães por isso está acostumada a esses sabores picantes, em domingos de chucrutes, feijão branco temperados e as próprias.
Da Alemanha, fica-se sabendo, o que também não é novidade, dos avanços na área ambiental. Tudo aqui é ecológico, reaproveitado. Nada se perde. E paga-se pelo desperdício. O lixo, por exemplo, se uno ultrapassa o peso permitido e já antecipadamente pago nos impostos, o gari vai e pesa o cujo ali na vista e você toma uma taxa extra, bem feito, quem manda comprar tanta comida e depois jogar fora!


