sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Armênios e doces de Portugal

Coloquei Saramago e Pascal Mercier (Trem Noturno para Lisboa) na bagagem, tomei emprestado do primeiro a narrativa na terceira pessoa (a viajante) e vim descobrir...

Jesuítas

Pasteis de Belém

Queijadinha


Já estava pronta para escrever sobre os doces portugueses, que não engordam, a contar-se pelas quantidades que a viajante vem comendo e seu peso está no mesmo, 20 e tantos dias depois de cá ter chegado, quando pensa que precisa repor os armênios no seu lugar.

Explica: na postagem anterior, a viajante cometeu várias injustiças, para não admitir como imprecisões históricas e geográficas com aquele povo, depois de ter viajado com um casal do país. Aí foi a buscar notícias na sua fonte, a internet, e encontrou esse artigo muito bom, cujo link está aí, para seus seguidores aprenderem também e não ficarem ignorantes como essa uma. Depois volta aos doces.
http://www.jptfernandes.com/docs/O_que_aconteceu_aos_armenios.pdf


Então aos doces. Nunca se viu um escândalo maior: mais do que as medidas do Passos Coelho de Taxa Única e tesoura nos salários, que aliás merecem, hoje, manifestação monstro convocada pela CGTP, a CUT e CGT do Brasil.

Os doces daqui são melhor do que bacalhau, do que vinho do Porto, do que vinho do Alentejo, do que vinho verde ou maduro.

É tudo uma maravilha de massas folhadas, açúcares refinados por cima, amêndoas e recheios constantes de doce de ovos, Portugal deve ser rico em galinhas, tanto ovo para os doces, onde estão elas?

Que o galo sabe bem que é lá de Barcelos, Norte, mas a viajante também ouviu falar que no terreiro basta um, apesar do de Barcelos existir aos milhares.

Onde estão as galinhas dos ovos de ouro, literalmente, de Portugal?
E por que os doces não engordam?

A viajante crê, naquela crença dos inocentes úteis que acreditam em tudo, até numa balança de farmácia, ainda que as roupas estejam a apertar-se na cintura, que há uma compensação.

E explica: come-se muito doce, mas anda-se muito, sobe, desce ladeira, dia todo. Então engorda-se na barriga e cintura e emagrece-se nas pernas. É a lei da compensação, alegra-se a viajante, escolhendo entre um pastel de Belém, um jesuíta ou uma queijadinha, para arrematar o café da manhã e pensando ainda no toucinho do céu, fatias de Braga, trouxa de nozes e Dom Rodrigo, entre muitos e muitos mais.