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| Bom Jesus de Braga, mãe de Bom Jesus do matosinhos, Congonhas |
Ainda não era para dizer que em Braga viu-se pouco, porque afinal, dia seguinte viu-se muito, não só com os olhos, mas com o coração. Assim é que ao chegar-se ao Santuário de Bom Jesus de Braga, não se encontra só a escadaria a subir para o Céu, para que a penitência de tantos pecados seja aceita. Talvez falte escada a alguns, pensa a viajante.
Já prevenida por informações de parecências com sítios mineiros, a viajante tem um oh!, oh!, assim que o ônibus acaba de subir o parque, que é bonito por demais e dá com uns canteiros magnificamente floridos, simétricos, desenhados caprichosamente.
Mas alguns dos ohs são para o conjunto arquitetônico dentro e fora da Igreja do Bom Jesus de Braga. É a irmã mais velha do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, ali em Congonhas.
Mas alguns dos ohs são para o conjunto arquitetônico dentro e fora da Igreja do Bom Jesus de Braga. É a irmã mais velha do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, ali em Congonhas.
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| Morte de Jeus, em esculturas |
Congonhas, com seu pátio de profetas, os passos da Paixão de Cristo ou Via Sacra, e o interior
da igreja, foi feita sob a
inspiração do templo de Braga, não é para menos, o senhor que mandou construir emCongonhas, piedoso, recebedor de uma graça divina era de
era, sem qualquer retrato, já que o tempo
de construção entre mãe e filha foi de
cerca de 30 anos, ambas século XVIII.
de construção entre mãe e filha foi de
cerca de 30 anos, ambas século XVIII.
Dentro da igreja há uma belíssima
imagem de Nossa Senhora das Dores,
com sete espadas, que nunca essa uma
havia visto. E no altar, também uma
surpresa, uma representação da morte de
Cristo em estátuas em tamanho real, quase soltas, ao contrário de quase todas as igrejas, onde a vida e morte são pintadas. Na do Bom Jesus elas são quase reais, soldados romanos sentados ao pé da cruz, os dois ladrões, cada um na sua lateral de direito, a Virgem e algumas mulheres.
imagem de Nossa Senhora das Dores,
com sete espadas, que nunca essa uma
havia visto. E no altar, também uma
surpresa, uma representação da morte de
Cristo em estátuas em tamanho real, quase soltas, ao contrário de quase todas as igrejas, onde a vida e morte são pintadas. Na do Bom Jesus elas são quase reais, soldados romanos sentados ao pé da cruz, os dois ladrões, cada um na sua lateral de direito, a Virgem e algumas mulheres.
E no adro, os profetas, assim como os de Congonhas, a sofrer os efeitos do tempo, em menor grau, porque são de pedra granítica e não da de sabão, como as de Aleijadinho, que esfarelam com o tempo, mas esfarelam mais ainda com a poluição das mineradoras. A viajante pensou que deveriam importar a ordem religiosa que cuida do santuário daqui para Congonhas, para ensinar aqueles hereges a colocar tudo num parque muito bem cuidado, imenso e ainda por cima paisagístico. E vai-se embora ruminando raivas de mineradoras e de prefeitos e de vereadores.
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| Santuário do Sameiro |
Sameiro - E para completar as visitações religiosas vai-se a outro sítio que tem uma vista preciosa de Braga: o Santuário do Sameiro, dedicado à Imaculada Conceição, cujo foi o primeiro a ser construído em homenagem à Virgem Maria, depois que a Igreja Católica reconheceu, oficialmente, o dogma da concepção virginal de Maria, em 1836, tão tarde assim? Aí o João Paulo II foi lá numa época e o lugar é muito apreciado pelos portugueses, que são fartos de santuários, são, e não, estão. Fátima, Nazaré, Bom Jesus de Braga, Sameiro.



