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| Fontana de Trevi, de manhã |
Mas é também o inesperado de um encontro familiar, irmã e sobrinho, com um dia de risadaria, "falando groselha" e ter os olhos lacrimejar de tanto rir, pela pergunta de Samuel, "quem é esse Saramago que está viajando com a tia Adriana", e "quem é a viajante que ela fala o tempo inteiro", o rapaz não é bobo, só faz tipo, a gente sabe. E ver a Elvira quase destruir uma loja, ao jogar um cabideiro no chão e esbarrar num manequim, elefante em loja de cristais, "tanto riso, tanta alegria". Quem não ficaria, em Roma?
Então vai-se por ali no Coliseu, com piadas e insensibilidades de povos bárbaros que somos, 500 anos só de história e os romanos, ai que inveja, milênios. Forum Romano, Palatino, Arco de Tito, Arco de Constantino, Templo de Adriano, Pantheon, Monumento de Vitor Emanuel, e claro, de dia e de noite, Fontana de Trevi, jogar uma moedinha bem sem valor, para não gastar muito, e voltar. Funciona, a viajante voltou.
Passear com vagar, de mapa na mão, parando em cada lugar, sentando no chão, comendo um sanduíche, disputar um lugar para a foto em cada monumento, encher a garrafa de água nas dezenas de fontes espalhadas por toda parte, sem correria, sem tempo certo, Roma é eterna.
Perder o caminho de volta para o hotel e encontrar a rua, já na porta dele. Discorda a viajante, para não perder o costume, de que Veneza é para os apaixonados. É Roma. Se não se está em amores, caia-se pela cidade, amadamente.
