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| Arco iris na fonte |
Em busca de um lead para a postagem, vício de anos de profissão que talvez não se perca nunca, embora haja um exercício constante, ultimamente, para perdê-lo, treinando-se dia a dia uma escrita enviesada, a viajante matuta numa coisa para definir Viena. Em Amsterdã foi fácil, bicicletas, em Berlim, mais ainda, águas subterrâneas, mas não dava com o que é Viena.
Talvez o guia do medicotour tenha dado a pista, que, à primeira vez, escapou a essa, mesmo porque são tantas coisas que se diz e não se diz em pouco tempo que o puzzle se embaralha rápido. “Não me perguntem como é o tempo em Viena, porque não sei. Ninguém sabe. Faz frio, calor, chove, neva, no mesmo dia”, parece paulista falando sobre o clima de São Paulo, vem daí, quem sabe, a inspiração para “As quatro estações” de Vivaldi, mas esse um não era vienense ou austríaco como Mozart ou Strauss, pai e filhos, mas italiano.
E eis que o lead surge, quando a viajante mete-se ruas afora, como havia feito em Portugal, sem rumo, porque procurando é que se encontra, vai dar num monumento, o do memorial ao soldado russo morto, que é mesmo muito imponente, e calha a ela presenciar um arco íris acontecer numa fonte.
Então é Viena, surpreendente como um arco íris que não está no céu, mas aqui na terra, bem ao alcance de sua mão. Se tiver coragem é só entrar na água da fonte e buscar seu pote de ouro. A vida não é o que vivemos, mas o que imaginamos viver, confidencia à viajante Amadeu do Prado, do livro de Pascal Mercier, Trem noturno para Lisboa, para lembrar a tantos, que a inspiração do blog continua a mesma, apesar de já não ser mais Portugal. Questões da alma escondidas em livros.
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| Novos velhos amigos |
Descobertas humanas – Mas viajar não é só ver igrejas, acontece de se descobrir pessoas, monumentos humanos, o que foi brindado à viajante viver, junto a um grupo que se formou por afinidade, espontaneidade, solidariedade, quem sabe aquelas imponderabilidades de que já se falou por aqui.
E lá se vai o grupo ver o Palácio de Schonbrunn, aquele de verão dos imperadores austríacos, principalmente da mundialmente famosa Sissi, que se tivesse nascido um pouquinho depois poderia ter deixado impressas suas mãozinhas aristocráticas na Calçada da Fama em Holywood, tudo bem, Romy Schneider deve tê-lo feito por ela.
É uma peleja para se chegar lá, um grupo grande, duas mineiras, duas baianas, três gaúchos, três cariocas e uma família de potiguares, com sete membros, ufa! que depois se desgarrou. Pegar o metrô, depois de uma conferência de guerra, e andar bisbilhotando os quartos e intimidades daqueles reis ricos, charmosos e o povo de fora passando fome.
Passear pelos jardins numa carruagem, “Start spreading the news I'm leaving today
I want to be a part of it New York, New York" canta Sinatra em cena de carruagem no Central Park. Sentar num café na Stephansplatz e comer uma faschierte laibchen, que não passa de dois bifes de hambúrguer com um purê de batata e cebolas tostadas por cima, muito saboroso.
I want to be a part of it New York, New York" canta Sinatra em cena de carruagem no Central Park. Sentar num café na Stephansplatz e comer uma faschierte laibchen, que não passa de dois bifes de hambúrguer com um purê de batata e cebolas tostadas por cima, muito saboroso.
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| Jardins do palácio |
Entrar na catedral de Santo Estêvão, e oh, que lindamente gótica e neogótica, e fazer três pedidos ou mais, quem tem tempo. E rir dos dizeres “quem não ouve conselho, ouve coitado”, de Leda, na saída do metrô; “no arriar das malas é que se conhece o viajante”, de Isolda; “há p’ssoas que gostam, há p’ssoas que não gostam”, do causo contado por António, que mudou de nome assim, com acento agudo, porque o português do caso quis. E da expressão séria de Ana, ao contar da piada do Ogum mais, com São Jorge. E de ver João fazer cotações do concerto de valsas da noite, por meia Viena, apesar de já ter comprado o da excursão, por 40 euros.
E ainda ter tempo de ver o Museu Albertina, e sua coleção incrível, como é bom ser rico e juntar quadrinho aqui, quadrinho ali, patrocinar uns tantos pintores mortos de fome, escultores idem e no final da vida deixar tudo para todo mundo apreciar, duvida essa uma que Eike Batista faça igual, mesmo porque só deve colecionar carros.
Swarovski – E em Viena se não se comprar um cristal Swarovski é como não comprar um terço em Roma e ficar com ele na mão na Praça de São Pedro duas horas esperando o papa aparecer na janela para abençoar o cujo, e eis que de repente ele surge, frágil como convém a um santo, o João Paulo II, não o de agora, e dar aquela bênção En nomine Patris, Filii et Spiritus Sancti, amén.
Mas inesperado como Viena, é descobrir que os orientais compraram a Swarovski, aposta essa uma que são os japoneses, mas há quem garanta que são chineses, vá-se saber, com aqueles cabelos pretos escorridos, os olhos puxadinhos e o sorriso. Só se sabe que eles têm tratamento diferenciado, na própria língua, por vendedores de olhos puxados, hai.
E o resto sabe-se de Viena, que é preciso ver a roda gigante, a mais antiga da Europa, onde se é recebido com uma sinfonia na praça, ir num concerto à noite, “na sala onde tocou Strauss”, que pelo número de ofertas na rua, tocou em meia Viena, e sonhar com valsas, luxo e riqueza, que a vida é sonho, até logo.
http://www.youtube.com/watch?v=DRUY5TBY9cs
http://www.youtube.com/watch?v=DRUY5TBY9cs



Essa uma teve a manha da foto com o arco íris! Tipo assim .... A foto no jardim parece aqui é meu lugar!!! E se tratando do Eike esqueceu de falar da coleção de coleiras das mulheres dele rsrs. No dia dessa postarem por incrível que pareça eu Heitor e a filha dessa uma estávamos em frente da loja Swarovski do Diamond. Como essa uma mesmo disse não custa a sonhar então aproveite esse mundo de riqueza, beleza....
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