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| Vista do Elevador de S. Justa, castelo de S. Jorge ao fundo |
Coloquei Saramago e Pascal Mercier (Trem Noturno para Lisboa) na bagagem, tomei emprestado do primeiro a descrição na terceira pessoa (a viajante) e vim descobrir...
Por causa ainda do sumiço da "marrom de oncinha" (1ª postagem) a viajante está de molho em casa, nesta terça-feira, 11 de setembro, ouvindo uma rádio com músicas antigas, quase uma Antena 1, para quem é de Belo Horizonte. Ouvindo também as manifestações pela data, nos EUA. Aguardando o cartão Visa chegar, prometido para hoje, de 8h às 17. Bem já são 16 e nada.
Então só resta à viajante rever algumas coisas, fazer as contas e aguardar o notíciário da noite pra ver no que dá o "imbroglio" do primeiro ministro português, Pedro Passos Coelho, um moço bem apessoado, tipo cheiroso. Ele deu uma facada na classe trabalhadora, na sexta.
Mandou aumentar a contribuição da Previdência Social de 11% para 18%, pasmem 7%. Com isso, os empregados públicos terão um prejuízo de dois salários deles, porque ainda será cortado o 13º. Aliás, 0 do 13º. já havia sido anunciado antes. Os da iniciativa privada vão perder o equivalente a um salário deles. Vai que a moda pega no Brasil, viiixe!
E o mais interessante das medidas: Passos Coelho reduziu a contribuição para as empresas, tipo "pimenta nos olhos dos outros é refresco". Bem, são as exigências do FMI, para continuar a liberar as parcelas do socorro financeiro que concedeu a vários países europeus (Portugal, Espanha, Grécia).
Diz o governo que vai ganhar 500 bilhões de euros com a medida, mas que ainda assim não será suficiente, o que deverá motivar mais arrocho em 2013.
Ou seja, trocentos anos depois, a receita do FMI para recuperar países endividados é o arrocho salarial, ô raça. Eles não veem que não dá certo, comprovado já na América do Sul, para quem se lembra dos anos 80 e 90 no Brasil.
Aqui, os portugueses chamam o FMI de "troika", que é o mesmo que comitê de três, em russo, já que a recuperação econômica está sob a batuta de três entidades: Comissão Europeia, Banco Europeu e o FMI. Os portugueses estão fulos com eles. Engraçado é que a crítica é geral, nem os empresários gostaram.

Meu Deus! A turista vai passear e ainda por cima trabalha? Fazendo uma notinha para a gente rsrsrs.
ResponderExcluirÉ muito fina!