Coloquei Saramago e Pascal Mercier (Trem Noturno para Lisboa) na bagagem, tomei emprestado do primeiro a narrativa na terceira pessoa (a viajante) e vim descobrir...
Naturalmente cheio, o Rossio recebeu ontem um público diferente, final de tarde, início de noite, interessado no debate do Festival de Literatura, uma das atrações do Ano do Brasil em Portugal.
Rodeada por barracas de livros de várias editoras capitaneadas pela LeYa, havia uma tenda grande abrigando uma mesa de debates sob o tema "Minha Língua, minha Pátria" (de um dos textos de Fernando Pessoa, usada por Caetano Veloso, na música "Língua").
Luís Fernando Veríssimo, caladíssimo, ali no meio do angolano José Eduardo Agualusa ("Nação Crioula"), da portuguesa Inês Pedrosa (peça "Fica comigo esta noite") e do também português Miguel Sousa Tavares, que fez um discurso ácido contra o acordo ortográfico, chamando-o de "aborto".
O debate foi interessantíssimo, com Sousa Tavares bastante provocativo e irônico, a ponto de propor a volta do português falado no século XVIII, "igual em Portugal e no Brasil, se o problema hoje é nos entendermos".
Por ali havia um projeto de um livro coletivo, com todo mundo deixando sua frase sobre o tema, que dizem será editado pela LeYa, posteriormente. Deixei a minha ali.
Hoje tem Zuenir Ventura e Veríssimo, de novo, sob o tema "Conversas no Tempo.
E encerrando, em grande estilo, o show de Ney Matogrosso, na Praça do Comércio, no Terreiro do Paço, onde dá para ir a pé do Rossio. E tem também Monobloco.
Amanhã, domingo, os debates prosseguem no Rossio e no Terreiro tem Martinho da Vila, Zeca Baleiro. Não dá para perder, por isso, a viajante vai dar um tempo nas andanças turísticas.
Testando
ResponderExcluirUebaaa, conseguiu! Esse Heitor, apesar de estar sempre dormindo, é fera!
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